**Porque tamanho não é documento e dinheiro não traz felicidade. (Autor desconhecido, pobre e com certeza tem pinto pequeno)** MARMANJJUS O BLOG: Mês menor, GASTO MAIOR a Festa dos nossos deputados

04 fevereiro 2010

Mês menor, GASTO MAIOR a Festa dos nossos deputados

Publicação das verbas de ressarcimento no Portal da Transparência mostra em que os deputados aplicaram os recursos públicos. O último mês do ano registrou o maior valor, apesar do recesso.




A divulgação das despesas feitas pelos deputados estaduais em dezembro de 2009 reservou a última surpresa do ano na Assembleia Legislativa. De acordo com os dados publicados no Portal da Transparência na semana passada, os parlamentares gastaram 31,76% a mais do que vinham gastando nos meses anteriores.



O que chama mais a atenção, porém, é que essas despesas se referem a um mês que teve apenas 17 dias de trabalho, já que o recesso parlamentar começou em 18 de dezembro. Levando-se em conta os dias úteis, foram apenas 13.



Entre agosto – mês em que o site entrou no ar – e novembro, o gasto médio somando-se as despesas dos 54 deputados ficou em R$ 745.742. Em dezembro, no entanto, essa quantia subiu para R$ 982.631,71. Todos esses valores dizem respeito à verba mensal de R$ 15 mil que os parlamentares utilizam para cobrir despesas referentes ao mandato, como combustível, alimentação, material de escritório, entre outras. Os valores gastos são ressarcidos mediante apresentação de notas fiscais, que passam por checagem na Comissão de Tomada de Contas da Assem­bleia antes da devolução do dinheiro aos deputados.



A campeã de gastos em dezembro foi Cida Borghetti (PP), com R$ 49.443,30 ressarcidos. O valor corresponde a quase 66% do total que a deputada tinha disponível para gastar ao longo dos últimos cinco meses do ano. Em vez de pedir mensalmente o ressarcimento de R$ 15 mil a que tem direito, ela concentrou as despesas em dezembro, chegando a declarar, por exemplo, despesas de apenas R$ 1.240 durante todo o mês de setembro.



A deputada conta que a concentração dos gastos em dezembro foi por opção própria. Segundo ela, o grande volume de recursos gastos no mês se deveu à divulgação da campanha do Dia de Luta contra o Câncer de Mama, que é comemorado em 27 de novembro e foi instituído por uma lei de autoria dela. “Foi também uma opção minha. Tenho outras rendas com as quais posso me manter e, na medida do possível, mando as notas para a Assembleia.”



Em segundo lugar no ranking das maiores despesas de dezembro aparece o deputado Luiz Carlos Martins (PDT). No total, o parlamentar gastou R$ 37.868,39, o que corresponde a 50,5% de toda a verba indenizatória de agosto até o fim do ano. A maior parte desse valor – R$ 22,8 mil – foi paga aos Correios, no item que engloba “Serviços de Correio e Postagens”. Procurado pela reportagem por meio do celular e na rádio da qual é proprietário, Martins não foi encontrado para comentar o assunto.



Logo em seguida, com R$ 30.599,75 gastos em dezembro, está o deputado Pedro Ivo (PT). Segundo o parlamentar, cujas despesas do último mês do ano representaram 40,74% dos R$ 75 mil disponíveis desde agosto, ele concentra suas atividades fora da Assembleia nesse período, uma vez que a Casa está em recesso. “Em dezembro e janeiro tenho mais tempo para circular e andar pelo interior, ir a eventos. A partir de fevereiro, os gastos já voltam ao normal”, justifica. “Esse é o momento em que você acaba gastando mais. Nessas andanças, não tem como não gastar.”



O petista argumenta ainda que, em dezembro, elevou as despesas por meio da compra de espaços em veículos de comunicação. “Publicamos em rádios e jornais um material sobre os projetos de lei que apresentamos, numa espécie de balanço do ano”.



Sem comparação



Para o cientista político Leonardo Barreto, da Universidade de Brasília (UnB), é difícil avaliar o motivo do aumento nos gastos dos deputados em dezembro, sobretudo porque não há informação das despesas feitas em anos anteriores, para que se possa fazer uma comparação.



Uma hipótese, segundo ele, é que nas festas de fim de ano os parlamentares tentam fazer algum tipo de agrado aos eleitores. “Não sei se isso funciona para deputado estadual. Mas para federal funciona muito bem”, afirmou. “Em virtude das festas, os parlamentares fazem material promocional, compram brindes. É um apelo pa­­ra fazer um agrado







A prestação de contas dos deputados estaduais, disponível no Portal da Transparência da Assembleia Legislativa, revela que alguns parlamentares pagaram refeições de até R$ 5 mil, num único dia, com dinheiro público. No total, a alimentação dos 54 deputados ao longo dos últimos cinco meses do ano passado custou R$ 642.281,21 ao bolso dos paranaenses. Ques­tionados sobre o assunto, a maioria deles admite que bancam, com verba do Legislativo estadual, almoços ou jantares para eleitores e aliados, em encontros políticos.



Das centenas de notas fiscais referentes aos gastos com alimentação, a que mais salta aos olhos é uma apresentada pelo deputado Elton Welter (PT). Nas despesas de novembro, consta uma nota única no valor de R$ 5.030,00 emitida pela Portal Churrascaria, de Cascavel. Segundo informações do próprio restaurante, o preço do almoço ou jantar por pessoa custa R$ 29,90. Se for excluída a provável despesa com bebidas, a quantia gasta por Welter seria suficiente para pagar a refeição de pelo menos 168 pessoas.



Durante toda a tarde da última sexta-feira, a reportagem da Gazeta do Povo tentou fazer contato com o deputado petista por meio do celular, mas o aparelho estava desligado.



A segunda maior nota foi apresentada pelo deputado Caíto Quintana (PDMB), que gastou R$ 1,8 mil no Frizzo’s Grill, de Francisco Beltrão, em agosto. De acordo com o parlamentar, que justificou a despesa em reportagem publicada em setembro do ano passado, o valor da nota se refere ao acúmulo de diversas refeições. “Tenho três funcionários que trabalham em Francisco Beltrão. E esses R$ 1,8 mil não são de uma única refeição. No final do mês, eu peguei uma nota somando todos os gastos”, justificou na época. “Muitos desses custos são fruto de reu­niões políticas com prefeitos e vereadores da região.”



Para todos



Segundo os dados do portal, o campeão de gastos com alimentação entre agosto e dezembro foi Dobrandino da Silva (PMDB). O peemedebista gastou R$ 25.550,04 em refeições – 34% de toda a verba indenizatória a que tinha direito desde agosto. Ele justificou que é um dos deputados que mora mais longe da capital – vem de Foz do Iguaçu – e, portanto, precisa pagar as refeições de eleitores e aliados que saem do Oeste do estado para encontrá-lo em Curitiba. “Meu gabinete sempre está cheio de gente, então acabo gastando muito (com alimentação). Sempre gastei muito com isso, só que antes não era declarado”, alega.



Dobrandino afirmou que atende mais de 15 municípios na região de Foz e também banca as refeições em reuniões políticas pelo interior. “Minha atividade é grande. Se pegar minha folha de despesa mensal, ultrapassa os R$ 15 mil”, defende-se.



Já a deputada Cida Borghetti (PP), que não gastou um centavo sequer em alimentação durante cinco meses, afirma que prefere pagar esse tipo de despesa do próprio bolso. “Almoço com a minha família, é um gasto particular. Então não uso a verba (de ressarcimento) para esse fim.”



Um pente-fino sobre os relatórios de gastos do Portal da Transparência revela alguns hábitos curiosos dos nossos deputados.



Reforma



A deputada Rosane Ferreira (PV) pagou R$ 8.400 na compra de materiais de construção. Segundo ela, tudo foi usado para a reforma e adequação do seu escritório parlamentar, em Araucária, onde recebe aliados e eleitores. “Funciona como uma sede, uma extensão do mandato fora da Assembleia e mais próxima dos eleitores”, disse.



Na mídia



Um dos gastos mais comuns de 2009 entre os deputado estaduais foi a compra de espaço em veículos de comunicação. Boa parte deles procurou disseminar o investimento em vários jornais e rádios de suas bases eleitorais, com o intuito de chegar ao maior número possível de pessoas. No total, foram gastos mais de R$ 632 mil apenas com divulgação parlamentar.



R$ 15.000,00



Apesar das dezenas de notas fiscais com valores quebrados apresentadas à Assembleia, o deputado Luiz Fernandes Litro (PSDB) fechou as despesas dos quatro últimos meses de 2009 com a exata soma de R$ 15.000,00. Esse é o teto máximo que pode ser gasto mensalmente por parlamentar. “Falei para a minha assessoria fechar nos R$ 15 mil e jogar o resto (das notas) fora. Se pela lei não pode pegar mais, vou fazer o quê? As notas que sobram eu jogo fora”, argumentou o tucano.



É caviar?



Ao todo, os deputados apresentaram 33 notas fiscais com gastos superiores a R$ 500 referentes a gastos com alimentação. As refeições a preços salgados, segundo os parlamentares, foram feitas em reuniões e encontros políticos com aliados e eleitores. Alguns deputados, porém, disseram que pegam uma única nota para gastos contraídos ao longo do mês todo em certos estabelecimentos.



Opinião importante



Os institutos de pesquisa de opinião também se beneficiaram com os gastos de 2009 dos deputados. Os tucanos Ademar Traiano e Luiz Fernandes Litro pagaram mensalmente R$ 4 mil à empresa Radar Estatística, de Francisco Beltrão, com o objetivo de ouvir os anseios e expectativas da população.



Na estrada



Campeão de gastos com locação de veículos em 2009, o deputado Antonio Belinati (PP) gastou uma média de R$ 7 mil mensais nesse quesito. O valor é suficiente para alugar sete Palios com ar-condicionado ou três Vectras completos durante 30 dias, incluindo domingos e feriados. Em setembro do ano passado, quando foi questionado sobre o assunto, Belinati disse que os carros são usados por assessores na região de Londrina, sua base eleitoral. “Sai mais barato do que comprar o veículo”, afirmou.



Correspondências



Em um único mês – dezembro – o deputado Luiz Carlos Martins (PDT) gastou R$ 22.868,48 nos Correios. Como o valor de emissão de uma carta comercial simples custa R$ 1 (até 20 gramas), a quantia seria suficiente para enviar mais de 22 mil correspondências. Outro campeão no envio de cartas foi Ney Leprevost (PP), que, de agosto a setembro de 2009, pagou R$ 27.243,74 no serviço de postagens.



À vista de todos



O deputado Chico Noroeste (PR) gastou mais de R$ 21 mil na contratação de empresas especializadas na colocação de outdoors. Segundo moradores de Foz do Iguaçu, base eleitoral do parlamentar, os painéis são renovados mensalmente na cidade. Outros deputados também gastaram parte da verba indenizatória dessa forma, com a justificativa de que precisam divulgar a atividade parlamentar de cada um.

 


Adivinha quem paga esses gastos?
adivinhou né?

então continue votando neles...

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